Alma solitária,
tu estás condenada à eterna solidão.
Sofres,
mas mesmo assim continuas a sorrir.
Dobra-te a dor.
Quebram-se teus ossos.
Mas continuas a caminhar,
imparável, por esse caminho longo que é a vida.
Vida que vives
a morrer de vontade de viver.
‘Viver’ que em ti
é um reflexo de agonia.
Agonia que parece eterna,
que perturba tua existência,
mas que mesmo assim,
não mata teu ser.
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